quarta-feira, 2 de julho de 2014

Continuando a saga do Portfólio dentro do Blogfólio...

Agora é a vez de relatar minhas impressões sobre o Parque Alim Pedro no bairro IAPI aqui em Porto Alegre.

Primeiro "aquela velha opinião formada sobre tudo", eu conhecia o parque somente de vista e sempre achei estranho ele ser fechado, ou a parte que eu via é a fechada?! Não sei, mas por profunda ignorância do meu ser, realmente, eu não fazia ideia das práticas esportivas, da convivência e da história que o Parque Alim Pedro proporciona.

Minha nova opinião: S U R P R E E N D E N T E!

A turma de Promoção IV foi recebida pelo professor Hamilton Santos em junho, para uma conversa regada de histórias, vivências, experiências e muito conhecimento para passar adiante! Além claro, da presença e do relato de uma Agente Comunitária em Saúde que trabalha no Postão do IAPI e de um super café para esquentar e acordar o corpo e a mente em uma noite fria e chuvosa.  

  


O Parque Alim Pedro foi construído na década de 1940, foi projetado para ser um centro de lazer destinado aos mais variados esportes, tem uma área de 45 mil metros quadrados, e faz parte do projeto de criação da Vila do IAPI e possui campo de futebol, pista de caminhada, duas quadras poliesportivas, uma cancha de bocha, módulo administrativo, vestiários, sala multiuso e área verde arborizada, na qual tradicionalmente ocorre uma Festa Junina famosa no bairro.

Foto: Leo Guerreiro, Revista do Globo, reprodução

Foi muito interessante saber da história do Parque, das vivências do professor Hamilton e do trabalho desenvolvido pela Agente Comunitária junto ao Posto de Saúde do IAPI. Lá funcionam diversas atividades recreativas para todas as idades que vão desde escola de futebol para as crianças até grupo de danças para a melhor idade. A população do bairro frequenta o Parque e ele é ponto de encontro de festas e campeonatos de jogos.   

A vontade que me deu foi a de me mudar para o IAPI e usufruir de tudo que o bairro proporciona! Claro que, antes disso, é meu dever refletir profundamente e olhar em torno do lugar onde eu moro... Pois bem, a foto abaixo mostra a minha sobrinha brincando na praça aqui do lado de casa, o prédio onde eu moro é o marrom da esquerda. A foto data de 2011, a praça continua a mesma, tudo está no mesmo lugar, minha última ida (se não me falhe a memória) deve ter sido nessa época... 


Portanto, é realmente necessário a mudança de endereço ou a mudança de atitude? 
É, Rossana... A mudança de atitude, o reconhecimento do próprio território e o deixar a preguiça de lado é um bom início para se colocar em prática o conhecimento que nos foi passado adiante na aula sobre Promoção e Educação para a Saúde. 

Obrigada professor Damico pelas experiências ao longo do semestre! Sou muito grata pela vivências, aulas e conversas que tivemos! 

Referência: Prefeitura de Porto Alegre. Secretaria Municipal do Esporte. Disponível em:  <http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sme/default.php?reg=1&p_secao=165>. Acesso em 03/07/2014.

domingo, 15 de junho de 2014

A Comunicação na Saúde Coletiva

Neste ano, era para eu estar cursando os últimos semestres da Saúde Coletiva com a turma querida que entrei em 2011. Mas, pelos belos caminhos que a vida trilha e pelas inúmeras escolhas que temos que fazer nela, estou recém no 4º semestre. E, é nele que estou em completa lua de mel com o curso e com a vida!

Lua de mel por aceitar uma Rossana distinta daquela que entrou em 2011 e radicalmente diferente daquela que sairia no final de 2014! Com a vida, estou aproveitando ao máximo tudo o que ela me proporciona... Entrar na Federal, ficar um largo tempo por lá, cursar algo que faça eu sair do meu mundinho bolha (aos poucos as bolhas vão estourando!), criar belos e futuros contatos, além de fazer parte de um projeto, uma monitoria, uma pesquisa, futuros vários artigos e inúmeras outras propostas interessantes, bem-vindas e futuramente relatadas aqui no Blog.

Voltando ao 4º semestre, é nele que deparei-me com a Comunicação em Saúde na UPP de Saúde, Sociedade e Humanidades IV, embora desde o primeiro semestre tenho que me comunicar pelo portfólio, no meu caso o blogfólio, é realmente muito tarde para se ter 3 créditos = 45h de arte, cultura e saúde. Em um curso de preza pela interprofissionalidade e pela interdisciplinaridade a Comunicação deveria estar em primeiro lugar e não em quarto, ops! No 4º semestre! 

Apesar do curto tempo da UPP, as aulas que tivemos com a professora Cristianne Famer foram poucas, extremamente produtivas e muito boas! Nela procuramos notícias que tratavam da saúde e do SUS em revistas; aprendemos sobre a história, a definição, os objetivos, os conteúdos, os meios, os veículos e a importância da Comunicação em Saúde, além, da Comunicação e os Princípios do SUS.   

Impossível não compartilhar aqui no Blog o texto "O que faz bem pra saúde?" do Luis Fernando Veríssimo...

Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas peraí, não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz eu me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns cinco anos.


Viagens aéreas não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheio de idéias. Brigar me provoca arritmia cardíaca.
               
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem! Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar.

Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou muzzarela que previna.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca. Conversa é melhor do que piada. Beijar é melhor do que fumar. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida.

Tomo pouca água, bebo mais que um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada. Sonhar é melhor do que nada!!!! 

E o vídeo Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão... 
Recomendo a visualização do vídeo e que possamos refletir sobre o que estamos vendo, ouvindo, falando e escrevendo!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O Zero e o Infinito

Semana passada assisti o vídeo abaixo do meu ex professor do cursinho pré-vestibular e, alguns anos depois, do grupo de estudos da temível matemática. Foi, também, por causa dele que passei no vestibular! Não esquecendo que o curso era novo, tinha pouquíssimos candidatos por vaga, eu andava estudando muito e a média para passar em matemática era algo do tipo "não zerar a prova"! 

Bom, lá fui eu encarar a temida matéria com um dos professores mais dedicados que já conheci na vida! 

Só ele para entender as minhas caras feias para questões nas quais eu não fazia ideia de como resolver... Lembro dele dizendo, "Calma Rossana, tu não precisa disso!" Meu fichário era o mais limpo de todos! Para mim bastava acordar cedo, frequentar as aulas (de agosto a janeiro) e depois ir trabalhar no hospital! 

Tanta dedicação gerou uma enorme gratidão e, depois de 4 anos, escrevo o relato que sempre prometi e nunca cumpri! Também, depois de ver um vídeo desse, de ficar sabendo de uma história de vida dessa a única atitude que eu deveria ter era correr para o Blog e dizer que a minha vontade infinita de permanecer para a UFRGS tenderá a zero daqui há dois anos! Tristeza? Sim! Planos para o futuro? Vários! E isso inclui continuar na UFRGS? Talvez...


Quanto ao vestibular, passei na 6ª tentativa, em 4º lugar para o curso de Bacharelado em Saúde Coletiva que contava (em 2011) com 1,32 candidatos por vaga, acertei 7 questões em matemática e fiz mais de 800 pontos no ENEM.

Obrigada Gustavinho pela paciência, dedicação e por aguentar minhas caras feias!

sexta-feira, 18 de abril de 2014

A Semana

Será que eu escolhi a melhor opção dentre tantas que já pensei, sonhei e planejei? Será que estou no caminho ou estou à margem dele? Será que sou quem realmente acho que sou?

Quem nunca questionou-se, quem nunca pensou em largar tudo e começar de novo, quem nunca pediu para o mundo parar porque queria descer e não brincar mais? Quem nunca...

Pois então, essa semana fecha com chave de ouro para várias reflexões acerca do que estou fazendo, pensando e querendo da vida, da academia e do campo profissional. Semana de muito trabalho, muita conversa, muito cansaço físico, mental e moral! Mas, extremamente pertinente os "n's" sentimentos vivenciados durante o decorrer da semana mais movimentada do semestre e, me atrevo a dizer, do ano! Semana que me descobri em uma nova área, semana de vários contatos, semana de novas rusgas, semana de apresentação de trabalho, semana de belezas naturais que mais pareciam quadros pintados em aquarela, semana de desigualdades sociais escancaradas, semana de velhas amizades se tornando novas parcerias, semana de encontros com pessoas maravilhosas, semana de se dar conta de que nenhum trabalho foi em vão, semana da vontade de chorar de felicidade, de tristeza, de arrependimentos e de surpresas! Enfim, semana movimentada essa... 

Muitos de vocês, que leem o Blog, devem estar curiosos para saber o que aconteceu na minha semana...

Fui para Fortaleza, capital do Ceará, na região Nordeste do Brasil, participar com a equipe da Rádio Web Saúde UFRGS, projeto do qual faço parte, da cobertura do 11º Congresso Internacional da Rede Unida que tinha como tema "Girar Vida, Políticas e Existências: a delicadeza da Educação e do Trabalho no cotidiano do SUS".

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Momento total desabafo...

O melhor da faculdade, da vida e do aprendizado em qualquer instância são os socos no estômago que levamos em ver que as nossas verdades não passam de puros pré-conceitos, egoísmo e individualismo! Hoje eu realmente aprendi o que significa a tão falada "alteridade" do 1º semestre! 

Obrigada professora Lisiane Boer Possa por me deixar com a pulga atrás da orelha, com raiva das minhas falsas verdades e com aquele questionamento de "o que estou fazendo aqui?" É ruim, mas é bom e é assim que se aprende...

sábado, 29 de março de 2014

As conexões da Saúde Coletiva

Estou cursando a cadeira de Metodologia em Pesquisa Bibliográfica, nela irei aprender a escrever trabalhos científicos, já aprendi sobre os Paradigmas do Pensamento Contemporâneo e peguei um amor por uma das melhores professoras que já tive, a Ana Maria Dalla Zen! Impossível não citar a fascinação do meu colega Andrei Querido! ele também gostou muito da professora e já estava querendo me arrastar para a o curso de Filosofia.

Gosto muito de aulas "high tech's", metodologias pedagógicas que vão além da explanação do conteúdo, do professor escrevendo no quadro... Aulas que envolvem a tecnologia, que apresentem filmes interessantes, entrevistas prazerosas e músicas que tenham a ver com o conteúdo. 

A professora Dalla Zen, embora tenha admitido não saber lidar com a tecnologia sabe como ninguém prender a atenção do aluno e fazer com que ele pense, dissemine e até escreva no Blog! Cá estou para, além de tecer inúmeros elogios as aulas, dizer que gostei muito da terceira aula da cadeira eletiva, que me arrependo de ter "matado" a segunda aula e de me despedir, na quarta aula, com saudades das próximas que não serão administradas pela Dalla Zen. 

E as Conexões da Saúde Coletiva? Elas estão aonde menos espero encontrar...

Após dar aula sobre os Paradigmas do Pensamento Contemporâneo, a professora apresentou o filme Ponto de Mutação para que a turma entendesse melhor os paradigmas. Mas, que entendêssemos que existem pontos de vista diferentes e que, com isso, possamos nos instrumentalizar para embasar melhor nosso trabalhos científicos.

Tal filme já foi apresentado na UPP Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde I, ministrada pelo professor Alcides Miranda. Na época ele embasou o filme para a explicar a Análise Sistêmica de Gestão em Saúde, em especial os Sistemas Institucionalizados de Administração no Brasil.

Agora, com outra roupagem, visão e outras definições assisto ao filme novamente. Confesso que acabei tirando um cochilo (aula à tarde, depois do almoço, a pessoa que vos escreve em um estado gripal deplorável...) compartilhado por muitos e super bem aceito e comentado pela professora. 

Quanto ao filme, nada melhor que assistir de novo para entender o que o professor Alcides queria dizer e o contexto dos paradigmas explicados pela Dalla Zen! O melhor do filme? O melhor foi o Andrei caracterizando os personagens conforme os paradigmas de cada um, a professora achando maravilhoso e depois afirmando que não devemos categorizar/encaixar as pessoas em pré-definições!    

Quantos aos paradigmas, em qual dos três tipos combina mais com você?
a) Clássico, mecanicista, estruturalista ou positivista.
b) Pós-moderno ou pós estruturalista.
c) Emergente ou Holístico.
Considero-me Emergente, mas com séria inclinação à Lógica Binária do Clássico!

Assista ao filme...

sábado, 22 de março de 2014

UPP Promoção e Educação à Saúde IV

Surpreendente é a melhor palavra para definir a UPP de Promoção IV!
Não sei se é porque eu sempre odiei as Promoções anteriores ou se é porque eu sou monitora voluntária da UPP de Promoção III ou se é porque gostei muito do professor e seus mestrandos. Bom, tenho até o fim do semestre para desconstruir uma opinião negativa e, quem sabe, passar a amar o que sempre odiei!

Na aula passada, a dinâmica que mais gostei foram as praticadas pelos mestrandos Elisandro e Rogério que deram uma aula de aproximação na pessoa que vos escreve. Aproximação com a turma, com o tema central da UPP e aproximação com perguntas que fizeram com que eu acreditasse/entendesse que velhos "achismos" podem "cair por terra"!

A aproximação com a turma deu-se na primeira atividade da aula. Tínhamos que caminhar pela sala de aula com uma caneta e um rolo de fita atribuindo palavras e prescrições e colando no corpo dos colegas. Como conheci um pouco mais da turma nesse semestre, tive um pouco de dificuldade de caracterizar o pessoal. Não digo o mesmo da turma que, após um comentário meu, passou a me classificar com palavras e prescrições... ADOREI! Não lembro exatamente de todas as definições que atribuíram-me, mas aí vai algumas: intelectual, alegre, dormir mais, bem-vinda à turma... Após as categorizações, tínhamos que colar as palavras do corpo em folhas em branco espalhadas pelo chão da sala falando sobre elas. Depois, a turma foi dividida em grupos e os mestrandos propuseram usar as palavras das folhas para responder um quadrilátero de perguntas.

Nosso grupo ficou com o tema Saúde (além dele tinham: Medicalização, Vida e Potência de Vida), as perguntas eram: o que sufoca? como pensar? o que produz? o que é? Usamos o conjunto de palavras que tínhamos em mãos e as respostas ficaram ótimas! Lá vai...
O que é Saúde? Luz, movimento.
O que produz Saúde? Gentil, tecnológico.
Como pensar Saúde? Barrigudo, mente livre.
O que sufoca Saúde? Diazepan, sabe tudo, tecnológico (serviu para duas respostas), 5 comprimidos para não pensar.
      
Foto tirada por Elisandro Rodrigues.

Já na aula dessa semana, a turma foi instigada a exercer o lado artesanal e construir uma arte visual que definisse cada tema trabalhado na aula anterior. O meu grupo fez um varal de mini-roupas com as ideias maravilhosas dos colegas Bruna e Rafael e com as mãos de fada da Beth. Como não me dou muito bem com artes manuais resolvi escrever para o Blog contando como foi a aula e a dinâmica sobre um tema tão caro quanto é a saúde.