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sábado, 26 de maio de 2018

A semana dos socos no estômago

Semana cheia, semana de mudar de ano, semana de ir no cinema, semana de protestos e semana de eterno conhecimento!

Semana de mudar de ano... Essa semana fiz 36 anos, bahhh trinta e seis! 36 anos de eterno aprendizado, de intenso conhecimento, de família, de amigos, de trabalho, de inúmeras comemorações e de ver que o tempo passa para todos nós e o que faremos com ele, dele e para ele a cada ano que passa é o que dignifica e dá razão ao viver! Ano passado escrevi esse texto com o intuito de lamentar a idade e que ficou bem engraçado analisar os anos da minha vida, hoje, fazer 36 anos me trás uma paz em meio ao golpe indescritível tamanha felicidade em ver a data mudar, o ano passar e o tempo andar! Felicidades para mim e que eu possa viver muitos e muitos anos ainda!

Semana de ir ao cinema... Fui ver o filme O Processo, documentário nacional sobre o Golpe de Estado de 2016, golpe que evoluiu do militar para o parlamentar/judiciário, filme agoniante, emocionante, chocante, instigante, repugnante e um tanto tragicômico. O filme é de uma didática incrível ao explicar a sequência do que foi o golpe de 2016, acompanhando a luta dos senadores PeTistas na defesa da Presidenta Dilma e da democracia. Após o filme, houve um debate com a Diretora do documentário Maria Augusta Ramos, o cineasta Jorge Furtado e o jurista José Carlos. Debate fantástico sobre como o filme foi elaborado, as intenções de como levar a denúncia do golpe para os outros países, a edição linear do dia a dia dos senadores na luta árdua para vencer uma guerra na qual a derrota era certa e, como bem disse Furtado, o documentário foi para memorizar uma história que nos é negada o tempo todo e que, se não nos unirmos e buscarmos as mídias alternativas para conhecer as várias versões do mesmo fato, viveremos na ignorância. Após o debate, conversei com a Maria Augusta e o Furtado sobre a carta que escrevi ao eterno Presidente Lula e disse das minhas impressões sobre o filme, o quanto ele me chocou e o quanto eu o divulgaria... ainda que me seja impossível ou muito difícil vê-lo novamente! Mas, vale... Vale muito a pena ver o documentário, super indico, vá, veja, tire suas próprias conclusões e tome seus próprios socos no estômago com tudo que o filme retrata e com a fala (autocrítica) brilhante do Gilberto Carvalho, as defesas maravilhosas do José Eduardo Cardoso, as loucuras da Janaína Paschoal, a luta incansável da senadora Gleisi Hoffmann e do senador Lindeberg Farias. Vá ao cinema, lote as salas, leva os amigos coxinhas e os PeTralhas também! Afinal, tod@s devem(os) ver o filme, todos devem(os) saber sobre os bastidores do Golpe! Sobretudo porque ele ainda não acabou... e, a cada dia, temos mais e mais motivos para seguir lutando contra todas as inúmeras estratégias utilizadas por grupos minoritários para se perpetuarem nos “lugares de poder”!


Durante o debate, o público pôde falar sobre as suas impressões e os relatos foram incríveis, os que me chamaram mais a atenção foi a fala de um rapaz, funcionário da Petrobras, que se emocionou muito com o filme e contou um pouco do que vive a Estatal nesse momento de crise, de especulação e de contínua tentativa de venda do patrimônio público. Outra senhora indicou o documentário Quanto tempo o tempo tem, disponível no link ao lado e no Netflix. Assisti e super me identifiquei! É fantástico! Outro soco no estômago que vale a pena! No final do filme, o sociólogo e escritor Domenico De Masi diz o seguinte: "Se você continuar a viver o tempo como o vivia antes, este filme é inútil para você e para todos. É um roubo." Por quê? - pergunta a diretora do filme: "Porque é inútil perder tempo trocando ideias, se esta troca de ideias não muda a nossa existência. O tempo é precioso. O tempo é precioso porque é cheio de possibilidades. Se depois de passar o tempo, eu vivo como vivia antes, significa que não aproveitei as possibilidades. Portanto, todos nós temos que viver, devemos vivenciar esta ocasião como uma meditação sobre o tempo, que deve servir para mudar o modelo de vida do seu tempo. Se, ao final do filme, vocês continuarem a viver o tempo como o viviam antes, terão roubado meu tempo, o tempo de vocês e o dinheiro do Estado."


Mas esta também foi uma semana de protestos dos caminhoneiros, de falta de gasolina no país inteiro, de avanços, retrocessos e de eterna instabilidade política... tudo isto certamente mudará radicalmente e, para pior,o rumo do país... tristes tempos!

Foi, sem dúvidas, uma semana de muito conhecimento interno... De dualidades, de curiosidades e de uma eterna busca pelo aprendizado que só uma boa geminiana como eu tem! Buscas estas que me levarão à frente, ao precipício ou que me farão com que eu retroceda algumas casas nesse enorme tabuleiro que é a vida! Enquanto isso, vou curtindo um bom momento, planejando encontros e tentando me concentrar no TCC (pois a vontade de escrever não deve somente se restringir ao Blog!).

Gabriel O Pensador e sua música “Tô Feliz (matei o presidente) 2” me ajudaram a escrever o texto acima, o qual compartilho com vocês!

terça-feira, 3 de abril de 2018

A Saúde Coletiva e seus eternos socos no estômago


Na Unidade de Produção Pedagógica de Apoio Integrado em Saúde Coletiva: Promoção, Vigilância e Educação da Saúde, última "cadeira" da graduação no meu último semestre de aula, nos foi proposto trabalhar com as metologias de pesquisa e a professora Stella pediu para que assistíssemos o filme Jogo de Cena e para que escrevêssemos sobre ele.

Bom, vamos lá...

Vi esse filme no cinema com a minha mãe, minha tia, a Adriana e a mãe dela! Eu e a Adri escolhemos esse filme por se tratar de um filme nacional e por não ter muitos entraves no entendimento das respectivas "mamães"! Lembro que as matriarcas dormiram durante o filme, acordaram reclamando e não entenderam muito a proposta do documentário! E eu?! Eu adorei o filme, me emocionei muito com as histórias de vida que o filme apresentou e jurei nunca mais levá-las ao cinema

Ontem revi a película e qual não foi a minha surpresa?! O filme continua atualíssimo, continua emocionando, causando revolta, empoderando, incomodando, fazendo pensar, refletir, analisar e lembrar de histórias pessoais que poderiam fazer parte do documentário! 

(Abrindo um parêntese... Ontem foi um dia incomum para mim! Dia de rever relações, dia de revelações que eu nunca saberia se o destino não insistisse em cruzar o meu caminho, dia de relativizar  o que sempre nos foi posto/imposto e iniciar uma mudança profunda de posicionamentos, dia bom! ... Fechando o parêntese!)

Voltando ao filme... 
Impossível relativizá-lo sem trazer certos "spoilers" sobre o documentário! O filme trata sobre histórias reais relatadas por quem viveu e por atrizes que tentaram interpretar tais relatos... A emoção, a serenidade e o desespero encanta, incomoda e faz chorar junto! Filme feminista, empoderado e realista no qual as atrizes se emocionam mais do que as mulheres que viveram suas histórias! Filme bom de se assistir com o coração leve e a mente tranquila, que dá uma vontade imensa de compartilhar histórias e ver que o que sofremos não se compara a ninguém apesar das causas serem bem parecidas!

Filme sem grandes locações, sem super produções, simples, direto, reto...
Filme de duas cadeiras no palco de um teatro...
Filme de histórias de vida...
Filme para usar a imaginação...
Filme para pensar, refletir, rir, chorar, se emocionar, sofrer junto, torcer por um final feliz...
Filme para assistir uma, duas, três ou quantas vezes for necessário...
Filme com duas músicas, uma delas é um rap outra uma cantiga de ninar!


Enfim, um filme, uma canção de ninar, uma reflexão, uma história vivida, sentida e contada! Adiciona esse filme na lista, salva o link nos favoritos, escuta a canção de ninar, imagina como o filme deve ser emocionante que a coragem de sair do mundinho bolha vem e te faz ver o filme com gana, com vontade, de coração e alma leve para acolher, receber, entender, ouvir, ver e sentir o outro!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

De socos em socos no estômago a Saúde Coletiva segue seu caminho

Ao retornar às UPPs que me faltavam do 6º Semestre da Saúde Coletiva, me deparei com a perspicácia do professor Roger em captar que o filme que ele apresentou no semestre passado precisava ser renovado por outro soco no estômago! Obrigada Roger pelo confronto semestral com realidades tão diferentes e ao mesmo tempo tão necessárias que exemplificam teus ensinamentos.

Na aula da semana passada a turma da UPP de Análise de Situação de Saúde e Vigilância à Saúde V assistiu ao filme Abril Despedaçado dirigido pelo Walter Salles para que pudéssemos entender um pouco do mundo, da vida, das relações de trabalho, da família, do século passado, de como a vida não vale nada para uns e de como outros a perdem por motivos toscos... Enfim, filme bom de se ver! Clica aí no link e prepare-se para ganhar 1h35min a mais na tua vida...


A atividade proposta foi de fazer uma resenha sobre o filme e entregar ao professor Roger em aula...
Como gosto de compartilhar o socos no estômago que a Saúde Coletiva constantemente me proporciona, cá estou contando como foi mais um dos vários socos que levo semestre sim outro também!

O filme se passa em 1910 e exibi a famosa luta de duas famílias por terra no sertão brasileiro; mostra a sensibilidade do Menino, o amor e admiração que ele tem pelo irmão; expõe capacidade de invenção do Menino e retrata, principalmente o regime de trabalho (ou de escravidão???) daquela época. A honra e dignidade do homem só o é tirada após a sua morte. No filme, ambientado no século, passado não poderia ser diferente, a guerra entre as famílias está presente na luta pela posse de terras e na busca da velha máxima Hamurabiana "olho por olho, dente por dente" aqui, no caso, o pagamento se deu com a vida por gerações da família dos Breves e dos Ferreira. O personagem Tonho, vivido brilhantemente pelo ator Rodrigo Santoro, matou o algoz do seu irmão e com ele ficou a trégua de viver até a próxima lua e até o sangue da camiseta do morto amarelar. O irmão de Tonho, um menino, que se chama Menino é um personagem à parte... Sensível, sonhador, trabalhador, que viu a morte do irmão mais velho e que pelo Tonho viverá até o fim do filme... O Menino ganhou um livro dos andarilhos que passaram pelo Riacho das Almas (local onde mora, trabalha e sobrevive a família Breves) e que o acompanhou durante a sua leitura/interpretação/reinvenção das figuras do livro e de seus sonhos com o mar. O filme é narrado por ele e para ele. O trabalho da família é em volta da cana e de todos os processos que ela envolve até a rapadura ficar pronta. Um trabalho que fora realizado por escravos agora é realizado pela família Breves para seu sustento e do qual recebe muito pouco pelo produto final. Um trabalho árduo e cansativo que depende da força dos bois para girarem a bolandeira e que, numa certa hora do filme, os bois continuam rodando sem sair do lugar, sem ter cana pra moer relatando o reflexo condicionado ao qual os bichos estavam expostos. Enquanto isso, os dias vão passando e a camiseta manchada de sangue vai secando até que amarele e chegue o fim da trégua. Tonho e Menino vão para a cidade ver o circo. Menino reencontra os andarilhos que lhe deram o livro e Tonho se diverte com o possível amor dos seus poucos 20 anos.

Adoro contar os filmes e adoro que me contem dos filmes...

No final do filme Abril Despedaçado, chove no sertão! Uma chuva boa, forte, de formar poças... A personagem do circo aparece na fazenda do pai de Tonho e ele conhece o que é o amor. A lua já havia passado, o sangue na camiseta do morto havia amarelado e a trégua tinha chegado ao fim! A morte tardava, mas não falhava!

O que fico me perguntando é porquê a trégua chegou ao fim se a chuva lavou a camiseta? A lua até poderia ter mudado, mas a camiseta com toda aquela chuva deveria ter ficado limpa e não amarelada... Estranho! Mas, filme é filme! A película termina com Tonho admirando o mar sonho do irmão mais novo, o Menino, realizado!

Referências: Revista Contemporâneos. Disponível em: <http://www.revistacontemporaneos.com.br/n3/pdf/resenhaabril.pdf> Acesso em: 11/09/2015.

sábado, 11 de outubro de 2014

Da série socos no estômago...

Da série socos no estômago que só a Saúde Coletiva dá, compartilho quatro vídeos que vi, dois assisti em aula e dois em casa na companhia de meu velho e bom pai. 

A UPP de Análise de Situação de Saúde e Vigilância à Saúde IV, no 5º semestre, trata da atuação do Sanitarista na área de vigilância sanitária e ambiental. Os assuntos da UPP são bem interessantes e vão desde o conhecimento da Vigilância Sanitária; até as visitas ao Mercado Público, ao Lacen (Laboratório Central do Estado)  e futuramente à ABORGAMA; passando pelas palestras dos convidados que a professora Marilise nos apresentou e chegando aos filmes compartilhados aqui no Blog.

O primeiro vídeo é o trailer da música Fome Come que as crianças cantam no início do filme Muito Além do Peso. Fala da impaciência, da fome persistente, da fome impaciente, come tudo que vê pela frente... Enfim, o bom de ver esse clipe e de prestar atenção na letra da música é de repensar a nossa fome, no que estamos devorando e no que nos falta!   

 

O vídeo abaixo é o filme Muito Além do Peso, não fui na aula que a professora apresentou o filme, vi ele hoje, agorinha... O soco no estômago foi recente! O filme é incrível, recomendo... Pouco mais de uma hora de revolta, de pesar, de "não farei isso com meus sobrinhos", de "poxa, eu tive colesterol alto quando criança por viver comendo porcaria!" (hoje, meu colesterol bom, o HDL, é considerado de atleta! Em se tratando da maior sedentária da praça, isso é ótimo! e continuo comendo uma porcaria moderada). Adoro que me contem sobre os filmes que não vi, fico mais interessada ainda em assisti-los, portanto, deixarei três frases (de tantas outras interessantes...) do filme aqui para que vocês também fiquem com vontade de vê-lo.

"Eu abro a felicidade!"
"Filho, a gente não compra amiguinho.. a gente faz amiguinhos."    
"Hoje eu vou matar um refrigerante, vou matar a Fanta, vou matar o Toddynho... Na verdade eu vou matar os 'cara' que fabricam..."


O documentário O Veneno está na Mesa trata sobre os escândalos dos agrotóxicos no Brasil, é um filme chocante no que tange a capacidade que o homem tem de ganhar dinheiro à custa dos outros. Por mais que eu recomende ver o filme para sabermos mais, para adquirirmos mais conhecimento e para nos informarmos mais... É impossível não deixar registrado minha indignação com os representantes governamentais por deixarem o povo à mercê dos latifundiários que tanto acabam com a saúde de uma população tão sofrida, tão aniquilada pelas mídias dominantes e tão dependente de uma alimentação que ora é ruim (cheia de gordura e açúcar), ora é envenenada... 

Vejam o filme e tirem suas próprias conclusões! 


A sequência do filme O Veneno está na Mesa é um pouco menos chocante que o primeiro (não deixando de ser um terceiro soco cinematográfico no estômago), traz alternativas viáveis para a produção de alimentos saudáveis. Mostra relatos de agricultores que produzem seus próprios adubos naturais, intercala com os casos de câncer e mortes por agrotóxicos e traz um belíssimo relato do Boaventura. 

Vale a pena ver também!  


Na minha humilde opinião, recomendo à professora inverter a ordem dos filmes apresentados para que os socos no estômago amenizem, para que a vontade de se isolar do mundo diminua e para que o meu pai não saia por aí dizendo que os filmes são depressivos, para baixo e que precisamos de coisas mais alegres para estudar! 

Santa inocência paizinho querido!     

sábado, 29 de março de 2014

As conexões da Saúde Coletiva

Estou cursando a cadeira de Metodologia em Pesquisa Bibliográfica, nela irei aprender a escrever trabalhos científicos, já aprendi sobre os Paradigmas do Pensamento Contemporâneo e peguei um amor por uma das melhores professoras que já tive, a Ana Maria Dalla Zen! Impossível não citar a fascinação do meu colega Andrei Querido! ele também gostou muito da professora e já estava querendo me arrastar para a o curso de Filosofia.

Gosto muito de aulas "high tech's", metodologias pedagógicas que vão além da explanação do conteúdo, do professor escrevendo no quadro... Aulas que envolvem a tecnologia, que apresentem filmes interessantes, entrevistas prazerosas e músicas que tenham a ver com o conteúdo. 

A professora Dalla Zen, embora tenha admitido não saber lidar com a tecnologia sabe como ninguém prender a atenção do aluno e fazer com que ele pense, dissemine e até escreva no Blog! Cá estou para, além de tecer inúmeros elogios as aulas, dizer que gostei muito da terceira aula da cadeira eletiva, que me arrependo de ter "matado" a segunda aula e de me despedir, na quarta aula, com saudades das próximas que não serão administradas pela Dalla Zen. 

E as Conexões da Saúde Coletiva? Elas estão aonde menos espero encontrar...

Após dar aula sobre os Paradigmas do Pensamento Contemporâneo, a professora apresentou o filme Ponto de Mutação para que a turma entendesse melhor os paradigmas. Mas, que entendêssemos que existem pontos de vista diferentes e que, com isso, possamos nos instrumentalizar para embasar melhor nosso trabalhos científicos.

Tal filme já foi apresentado na UPP Planejamento, Gestão e Avaliação em Saúde I, ministrada pelo professor Alcides Miranda. Na época ele embasou o filme para a explicar a Análise Sistêmica de Gestão em Saúde, em especial os Sistemas Institucionalizados de Administração no Brasil.

Agora, com outra roupagem, visão e outras definições assisto ao filme novamente. Confesso que acabei tirando um cochilo (aula à tarde, depois do almoço, a pessoa que vos escreve em um estado gripal deplorável...) compartilhado por muitos e super bem aceito e comentado pela professora. 

Quanto ao filme, nada melhor que assistir de novo para entender o que o professor Alcides queria dizer e o contexto dos paradigmas explicados pela Dalla Zen! O melhor do filme? O melhor foi o Andrei caracterizando os personagens conforme os paradigmas de cada um, a professora achando maravilhoso e depois afirmando que não devemos categorizar/encaixar as pessoas em pré-definições!    

Quantos aos paradigmas, em qual dos três tipos combina mais com você?
a) Clássico, mecanicista, estruturalista ou positivista.
b) Pós-moderno ou pós estruturalista.
c) Emergente ou Holístico.
Considero-me Emergente, mas com séria inclinação à Lógica Binária do Clássico!

Assista ao filme...

quarta-feira, 3 de julho de 2013

À margem dos protestos

Como trabalho final da UPP Tutoria V foi pedido pelos professores para os alunos um relato sobre a participação (ou não) na manifestação pública que ocorreu no dia 20 de junho, quinta-feira, dia em que a UFRGS cancelou as aulas devido aos protestos.
Bom, o que falar da minha participação no protesto?! 
Naquele dia, pela manhã, trabalhei normalmente, à tarde combinei de ir com a Bárbara na passeata, à tardinha minha mãe me proibiu de sair de casa (obedeci!) e à noite eu assisti tudo de três diferentes lugares: do computador, pela televisão e da janela do quarto dos meus pais. 

A internet é uma porta para o mundo, nela pude protestar sentada no quarto da bagunça, quentinha e livre do ataque de asma que eu teria devido à chuva e, quem sabe (que minha mãe não me leia!), às bombas de gás lacrimogênio.  

A televisão estava ligada naquele canal de nome impronunciável aos ativistas que estavam a molhar-se gritando palavras de ordem e lutando por melhorias e políticas em várias áreas. Sou bitolada por olhar, ouvir, se arrepiar com as imagens contidas nele?! Sim, sou! Mas, quem não o é?! 

A janela do quarto dos meus pais tem uma visão quase que privilegiada e, naquele dia, o barulho ensurdecedor não me deixava ler, protestar via web e até mesmo ouvir o a TV! Foi aí que fui para a rua, ops! para a janela! levei a câmera, localizei os três helicópteros (depois, soube pelo Face que eram 7 e, pela Shay parece que eram 4) e tirei a foto ao lado... O pai disse que "a guerra estava só começando e que se fosse no tempo da ditadura isso (a manifestação) não ocorreria...", horrível, né?! Pois é, ultimamente ouço falar muito da ditadura, discurso que vem das pessoas da melhor idade que acham que do jeito que tá a única forma de melhorar é retroceder ao tempo da pedra! Não entrarei nesse mérito, pois a minha veia de Diva da Discórdia está venenosa...

Em 1992, também assisti aos protestos pela televisão e pela mesma janela aí da foto. Na TV diziam que os Caras Pintadas haviam tomado as ruas do país e eu, na época com 10 anos, achava que eles estavam na minha rua gritando, protestando, se pintando! Lembro, como se fosse hoje, de correr para a janela e não encontrar nada, ninguém, nem o cheiro da tinta! Frustração total...

Na sexta-feira, 21 de junho, fui à aula e fiquei sabendo que haveria o pronunciamento da Presidenta pela colega Mariana. A professora atendeu ao nosso pedido de "sintonizar" a internet em alguma rádio para escutarmos o que a Dilma iria dizer sobre os protestos que corriam o país. Resumindo: ela não disse nada com nada e enrolou o tempo todo... O que eu mais gostei foi do ambiente que a universidade proporcionou! Estarmos em plena sala de aula, em um momento importante para o Brasil a ouvir o Blábláblá Whiscas Sachê da presidenta... Fantástico!



Essa semana ao conversar com a minha amiga nordestina-paulista-gaúcha, colega de trabalho e de faculdade, a Adriana. Ela contou que participou da passeata do dia 20 sem querer, querendo! Caminhou do Hospital Fêmina ao centro, encontrou o namorado dela, pegaram chuva, ingeriram gás, caminharam do centro até o bairro Azenha, passaram pela muvuca da Zero Hora e levaram 3h para chegar em casa. Tá bom ou quer mais?! 

Para mim chega! Chega de impunidades, falta de vergonha na cara, corrupção, roubalheira, Copa do Mundo, palhaçada alheia, aumento da passagem do ônibus... E por aí vai! O Gigante Acordou... Tarde, mas ACORDOU! 

sábado, 16 de março de 2013

De colega Para Colegas

Para fechar com chave de ouro as minhas férias, fugi do Garota Verão de Capão e voltei mais cedo para a civilização. A vontade de ir no cinema era grande, por que o Oscar faz isso com as pessoas? Deixam elas louca para ver os filmes que estão há um tempão em cartaz!

Então, reservei o primeiro sábado de março para ver dois filmes! A tia Eva foi comigo e passamos a tarde vendo Colegas e Lincoln. Ela não gostou muito do Lincoln, confesso que nem eu também, muita história, contada rapidamente em 3h de filme! Mas, extremamente interessante com atuações fantásticas e digno do Oscar de melhor ator!

Já Colegas, bah... Sem palavras! O filme merecia o Oscar de melhor filme estrangeiro! Mas como não concorreu, o Kikito valeu muito a pena! Filme superhiperpowerSaúdeColetiva!

Lembrei de quando minha mãe me levava na Casa Menino Jesus de Praga (http://www.casadomenino.org.br/cmjp/) , eu deveria ter uns 10 anos no máximo (credo! já faz 21 anos, tô ficando velha!) Ela doava uma quantia em dinheiro mensalmente e eu acabava ganhando um presente de 30 em 30 dias! O presente era passar a tarde brincando com as crianças internadas lá. Eram muitas as deficiências delas e eu me entendia muito bem com todas. Criança é criança, não vê defeito, não tem pré-conceitos e sabe conviver com outras crianças. Agradeço muito a minha mãe por, desde cedo, mostrar as diferenças que existem e por fazer com que eu convivesse com elas da melhor forma possível.
OBRIGADA MÃE!

Sou apaixonada por pessoas com Síndrome de Down e esse filme fez com que eu relembrasse minha infância, fez com que eu repensasse os meus sonhos e, principalmente, fez com que eu desse muito valor aos ensinamentos de minha mãe! As diferenças estão aí para serem curtidas, compartilhadas, comentadas e cutucadas.

Vejam o filme, entrem no Blog (http://blogcolegasofilme.com/) e se dispam de todo o pré-conceito que há do diferente! Ahhhh, me chamem para assistir ao filme se quiserem companhia! Só terão que aguentar a minha risada sincera, solta e ingênua.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Minhas férias...

Nessas férias da faculdade, trabalhei em janeiro e em fevereiro entrei realmente em FÉRIAS do hospital, da Saúde Coletiva e de Porto Alegre, ó maravilhoso tempo livre, praia cheia, apartamento lotado de pai, mãe, tia, irmão, sobrinho e primos, sem deixar de fora a Nathália (tadinha, tomou uma overdose de Mativi's e Viana's no Carnaval!).

Acordar com as galinhas (opsss com o pai!); ir para a praia todo o dia de manhã; pilhar a Márcia fazendo quindim; levar a Nathália para o centrinho de Capão; aguentar o ranço gravídico da Ana Paula; quase morrer de susto com a tia Eva deixando o note cair do beliche às 6h da manhã; ensinar o Heitor a tirar foto na câmera; comer churrasco no almoço e na janta para alegria do Black e do Luciano; "bullingnar" o Cris Trakinas; levantar o Léo nas alturas e atirá-lo no mar da Praia da Guarita em Torres; tirar foto da mãe na praia; aguentar o pai dizendo que sentia falta do mar-chocolate de Capão em plena Guarita; visita surpresa da Baxinha com o tio Coco e a tia Adélia (eles adoraram o quindim da Márcia!); aniversário de 15 anos da Amanda, filha da minha prima querida Daniela (ahhhhh, outra parte da família que renderia vários post's!); ir na pizzaria com a tia Eva, a Rejane, o João Pedro, o Vitor, a Vitória e o Guilherme e comer mais pizza que as crianças (as nutri pira nessa hora
!); saborear o melhor almoço do litoral (feito pela mãe) com o Felipe; ouvir, aconselhar, chorar junto com o melhor amigo; comprar uma bolsa laranja (da Saúde Coletiva!) dos chineses no centrinho; tirar foto com os camelôs Senegaleses da praia (ai como eu queria ser da cor deles!)...

Enfim... Atividades pra lá de coletivas, acolhedoras, transversais, inclusivas, com muita gestão participativa, procurando sempre espaços saudáveis de sobrevivência considerando a singularidade do sujeito e valorizando a família na sua integralidade!

Minhas férias foram praticamente um exercício do que é a Política Nacional de Humanização (PNH).